sexta-feira, 10 de abril de 2020

A FORMAÇÃO DO ESTADO MODERNO

A explosão comercial e urbana iniciada no século XI na Europa ocidental deu lugar ao surgimento de um novo grupo social: a burguesia, formada principalmente por mercadores. Mas como os comerciantes poderiam calcular o preço de seus produtos se os senhores feudais dos lugares pelos quais eram obrigados a passar com suas mercadorias utilizavam moedas, pesos e medidas dierentes? A quem se queixar dos abusos desses senhores?

Reagindo a essa situaçao os burgueses procuraram se aproximar dos reis em busca de ajuda. Alguns monarcas passaram a adotar medidas em favor desse grupo social em troca de ajuda financeira. Em algumas regiões os senhores feudais recorriam ao rei em busca de apoio militar para combater rebelioes em seus feudos. Outros senhores recorriam ao rei para intermediar disputas entre seus pares. Camponeses também passaram a ver no rei um defensor dos pobres.

Desse modo o rei ganhou, ao longo dos anos, poder economico bancado pela burguesia que ajudou a criar seu proprio exército.

A partir do século XI, de forma lenta e gradual, por meio da ação política ou da força, os monarcas submeteram à sua autoridade os poderes locais, centralizaram o comando do exército, estabeleceram fronteiras para seus territórios e colocaram os habitantes dessas regiões sob seu poder.

Nasciam assim as monarquias nacionais européias ou monarquias  feudais e também chamado de Estados Nacionais Moderdos.

A MONARQUIA NACIONAL INGLESA: em 1066, a Inglaterra foi invadida por um exército normando comandado por Guilherme, o conquistador, duque da Normandia - Região da França. Depois de vencer os saxões, Guilherme tornou-se rei da Inglaterra, centralizando o poder, obrigando os homens livres a lhe prestarem juramento de vassalagem e aprimorou a cobrança de impostos.

Os senhores feudais procuraram, depois de alguns anos, reagir contra essa política centralizadora. Sua primeira vitória ocorreu em 1215, quandos os barões cercaram o rei Joao Sem Terra e suas tropas e apos alguns dias de luta o rei concordou em atender as exigencias contidas na Carta Magna, embrião das futuras Constituições Federais. Por exemplo, impedia o rei de aumentar impostos e criar leis sem a aprovação do Grande Conselho, que mais tarde se transformaria em Parlamento que se dividiu em Câmera dos Lordes(nobrees e clérigos) e Câmera dos Comuns(burgueses e cavaleiros).

AS ORIGENS DA FRANÇA: A formaçao do Estado Nacional francês começou no ano de 987, ano em que a dinastia dos Capetíngios chegou ao poder. Atendendo a demanda da burguesia, o rei garantiu a segurança nas estradas o que contribuiu para a expansão do comércio. E colcou as cidades sob proteçao real. O rei passou a ser visto como protetor da paz, defensor de camponeses e burgueses e amigo dos pobres. 

AS ORIGENS DE PORTUGAL - No final do seculo XI, o rei Afonso VI, de Leão e Castela (atual Espanha) concedeu ao nobre francês Henrique de Borgonha  o Condado Portucalense, feudo situado a oeste da península.

Em 1142, Afonso Henrique, ilho de Henrique de Borgonha, declarou-se rei e proclamou a indepencia do condado que passou a se chamar de Portugal cuja capital era Lisboa. Mas o poder monarquico só foi consolidado com a Revolução de Avis que colocou no poder Dom João I. Tal rei deu inicio a uma ampla politica de favorecimento da burguesia.

A MONARQUIA ESPANHOLA - foi centralizada graças ao casamento dos dois reis católicos, Fernando, rei de Aragão, e Isabel, futura rainha de Castela, em 1469, mas a Centralização só foi consolidade apos um acordo com a Igreja com o objetivo de expulsar da Espanha muçulmanos e judeus. Foi criado o Tribunal do Santo Ofício ou Inquisição, dando inicio a um periodo de intolerancia e perseguiçoes a dissidentes e opositores, cuja pena era sempre a morte na fogueira e as investigações sempre eram na base da tortura.

REFERENCIA: AZEVEDO, Gilane Campos; SERIACOPI, Reinaldo. Historia em movimento. Sao Paulo:Ática, 2013.